A partir do acompanhamento do emprego formal dos municípios de médio porte do estado do Paraná, que estamos monitorando através do Núcleo de Conjuntura Econômica e Estudos Regionais da Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana (FECEA), podemos constatar que a economia apucaranense continua desaquecida.
Dos quatorze municípios envolvidos no estudo, em dois deles o total de demissões superou o de admissões no ano de 2011. No município de Araucária o saldo de geração de empregos líquidos foi de -442, ou seja, foram eliminados 442 postos de trabalho. Em Apucarana foi praticamente nulo, ou seja, o total de admissões foi de 18.918 contra 19.919 das demissões, o que gerou um saldo negativo de um posto de trabalho.
No caso de Araucária o setor que puxou as demissões foi o da Construção Civil: no ano de 2011 o total de admissões foi de 6.944 contra 10.158 das demissões, gerando o saldo negativo de 3.214.
Todos os demais municípios envolvidos no estudo geraram empregos líquidos em volumes significativos.
Os dados são de extrema confiabilidade, uma vez que sua fonte é o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego, que por sua vez é informado mensalmente pelas empresas de cada município. Por isso não entendo o motivo de representantes da Prefeitura Municipal de Apucarana dar declarações de que não acreditam nos dados divulgados pelo MTE.
Os dados estão disponíveis na página eletrônica do Ministério, no endereço www.mte.gov.br e podem ser confirmados sem nenhuma restrição.
Efetuando um corte analítico no comportamento do emprego formal desses municípios constatamos que o setor industrial apucaranense foi o grande responsável pelo fraco desempenho na geração de emprego. O setor da Indústria de Transformação gerou saldo negativo de empregos no ano de 2011: as demissões superaram as contratações em 943 postos.